sábado, 24 de janeiro de 2009

Amor é


Quando era pequenina toda a gente fazia colecções de cromos e havia uma muito popular que se chamava “Amor é”. E como era o amor? Lembro me perfeitamente de um que dizia “O Amor é pensares nele quando acordas”, mas havia 1001s definições.
Na Secundária aprendi com Camões que “O Amor é fogo que arde sem se ver” - complexo e contraditório, impossível de definir, fez-me ler e reler o poema na tentativa de descobrir “A Frase de Colombo”. Nunca A achei, e se li esse poema......
Foi quando o Miguel Esteves Cardoso editou “O Amor é fodido” (já andava eu na Universidade) que finalmente O senti, mas talvez por isso O tenha deixado de saber definir.

Se hoje tivesse que desenhar um dos cromos escreveria apenas “O Amor é.”, porque o Amor que conheço é omnipresente e omnipotente. Encontro o Amor com os homens e para minha pouca sorte não me lembro de nenhum cromo com “ela”. O que será o amor para eles?“É fazer o jantar” ou “É ter filhos”?Sei que estou a ser injusta, mas mesmo assim não encontro ela.
Vou então ter que começar por “eles” fazendo um grande esforço para os definir.....
Ai-ê-eu

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