Também acredito no Destino, por "primário"que isso possa parecer. Acredito no Destino quando encontro certas pessoas, quando leio certos livros, quando vejo certas imagens ....enfim, quando me acontecem as coisas certas, ACONTECIMENTOS que dão forma aquilo que andava a sentir! Senti isso agora:No último mês vi dois grandes filmes "Valsa com Bashir" e "Quem quer ser bilionário". Fizeram me relativizar algumas das minhas preocupações. São dois filmes que mostram um mundo com pessoas reais e problemas bem reais, problemas que exigem soluções inteligentes e que desafiam o novo homem dentro de uma nova civilização. Problemas que me apetece dispensar tempo na minha vida a tentar resolver. Problemas que sei que não têm solução, mas que se eu fosse capaz só de escrever a segunda linha da equação, me sentiria realizada e produtiva com a minha vida! Claro que os electrodomésticos da minha cozinha também fazem parte do meu mundo e eu aínda estou nesta civilização, mas hoje apeteceu-me ver para além da cozinha. Essa incursão levou me ao blogue do Saramago e vejam o que ele escreveu sobre Gervasio Sánchez
"Os olhos que tenho não me têm servido de muito. Vejo as letras que vou lançando, uma após outra, à página branca do computador, formo palavras que, melhor ou pior, vão expressando a quem me lê certas opiniões, certas ideias a que chamo minhas, visões do mundo lhes chamaria retoricamente se o mundo se deixasse conhecer por tão pouco. Muito do que vejo, só o vejo porque outros o viram antes. Dói-me até ao remorso ter sido tão poucas vezes na minha vida aquele que viu. Em rigor, não vivo numa bolha protectora, mas dou-me conta de que estou rodeado de pessoas apostadas em poupar-me a choques que, dizem, e talvez alguma razão tenham, poderiam afectar negativamente o meu trabalho. Não sei. O que sei, sim, é que ao muro de que me sinto às vezes rodeado, afinal bem mais frágil do que parecia, o acometem frequentemente, com particular violência, as investidas brutais da realidade. O livro recente a que o fotógrafo Gervasio Sánchez deu o título de Sarajevo é um desses casos. Aqui lhe manifesto a minha profunda gratidão por me ter permitido ver com os seus olhos, já que os meus para tão pouco me têm servido. E agradeço-lhe também a lealdade pessoal e profissional que o levou a escrever que “a guerra não se pode contar”. Para que não tenhamos ilusões, nós os que escrevemos."
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Discurso pronunciado por Gervasio Sánchez (jornalista e fotógrafo) durante a entrega dos prémios Ortega y Gasset (eu traduzi com a ajuda do google, perdoem me se não estiver perfeito):
"Caros membros do júri, Senhoras e Senhores: É uma grande honra receber o prêmio Ortega y Gasset de Fotografia patrocinado por El País, onde as minhas fotos publicadas diariamente desde os anos 80 na América Latina e o meu trabalho realizado em diversos conflitos em todo o mundo durante os anos noventa , especialmente as fotos que tirei durante o cerco de Sarajevo
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Discurso pronunciado por Gervasio Sánchez (jornalista e fotógrafo) durante a entrega dos prémios Ortega y Gasset (eu traduzi com a ajuda do google, perdoem me se não estiver perfeito):
"Caros membros do júri, Senhoras e Senhores: É uma grande honra receber o prêmio Ortega y Gasset de Fotografia patrocinado por El País, onde as minhas fotos publicadas diariamente desde os anos 80 na América Latina e o meu trabalho realizado em diversos conflitos em todo o mundo durante os anos noventa , especialmente as fotos que tirei durante o cerco de Sarajevo
[.....] .embora eu só tenha um filho natural, Diego Sanchez, posso dizer que tal como o grande sonhador afro americano morto há 40 anos, Martin Luther King, também tenho outras quatro crianças vítimas de minas antipessoal: o moçambicano Fumo Elface Sofia, que vocês viram com a sua filha Alia[...], o cambojano Sokheurm Man, o bósnio Adis Smajic e a pequenas colombiana Mónica Paola Ojeda. Sim, foi com os meus quatro filhos adoptivos que vi a ponte para a morte, eu os vi a chorar,a gritar de dor, a crescer, a amar,a ter filhos, a entrar na universidade. Garanto-vos que não há nada mais bonito no mundo do que ver uma vitima da guerra a perseguir a felicidade. É verdade que a guerra derrete as nossas mentes e rouba os nossos sonhos, como se diz no filme "Contos da lua pálida de Kenji Mizoguchi." É verdade que as armas que circulam no campo de batalha são geralmente fabricados em países desenvolvidos como o nosso, que era um grande exportador de minas terrestres no passado e agora dedica pouco esforço de apoio às vítimas de minas e de desminagem . [...] E como ele[Martin Luther King], eu também tenho um sonho: um presidente espanhol que finalmente tenha a coragem suficiente para pôr fim ao silêncio da comercialização de armas, que torna o nosso país, quer gostemos ou não dele , um exportador de morte. "
Hoje agradeço ao meu Anjo da Guarda, por me proporcionar tantos encontros certos, se eu podesse promovia-te,
OBRIGADA POR TUDO E DÁ ME AS ASAS QUE EU ESTOU A PRECISAR
E vamos lá tentar escrever o igual para o segundo paço da equação

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