
Hoje vou iniciar um novo capítulo – relações. Aínda me falta escrever aqui sobre alguns tipos de homens que conheço, nomeadamente o "homem sandwich","homem centopeio" e o "anti-electrodoméstico", mas preciso de mais tempo para fazer o trabalho de campo e quero cumprir a minha resolução de ter um texto por semana.
Voltando ao motor deste site, os cromos “Amor é...”, lembro-me de um que dizia “...É fazer um bolo de chocolotate para a pessoa que mais gostas”. Talvez por isso tenha esta fixação de fazer um bolo de chocolate em momentos que quero encantar. O primeiro bolo que fiz ficou: agarrado à forma, seco e demasiado doce. Foi para a primeira festa que dei lá em casa e não sei se foi por não haver mais nada para além de alcool, mas toda a gente comeu e disse bem. O segundo ficou: agarrado e amargo. Foi para a minha tia, que teria comido o primeiro e continuado a chorar emocionada pela sua “querida sobrinha” já fazer bolos. O terceiro ficou :“mainstream”, nada de especial. Foi para o trabalho. O quarto ficou: Sublime, (até o meu cão uivou quando o tirei do forno!). Foi para o meu aniversário e quem comeu pediu para voltar a fazer. Esta Metamorfose dá-me esperança em todas as áreas da minha vida e na resposta que dou à “GranPergunta”. Nem sempre acertamos na dose. Por vezes não usamos a forma certa. Às vezes deixamos ficar no forno demasiado tempo, mas com a prática isto vai lá. É com a prática que aprendemos e chegamos ao ingrediente que ficará “como o nosso segredo” e que só revelaremos oralmente à nossa irmandade. Esta experiência também me ensinou que é muito importante quem o come, é o facto de“gostaram” que não nos deixa desistir.
Abará, um prato de Orixás

As doses certas são o grande problema. Nunca colocar ingredientes a mais ou a menos, colocar os suficientes. Esse é que é o truque! :)
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