quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Viver sem tempo


A vida corre e eu corro para apanhar a vida. Para traz ficaram os livros e jornais que não li, os CSIs que não vi, festas que não fui, família e amigos que já não correm comigo . NÃO HÁ TEMPO para aquelas inutilidades tão úteis como saborear as borras do café, cheirar as flores do jardim, dizer olá à recepcionista. Corremos atraz dos sonhos, com os olhos na meta. A velocidades da luz é mais rápida que a do som, dizem. Acho que isso só acontece no Universo. No meu mundo já não há espaço para olhar, só para ouvir o ruído do relógio do tempo, esse grande escultor, como dizia a Youcenar.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Será que nem um camelo valho?

Das duas vezes que já estive em Marrocos nenhum homem me quis comprar. Se os Marroquinos soubessem o que isto é para uma gaja, estou certa que fariam mais vezes. Sim, apesar de os homens não merecerem, partilho este segredo - "as mulheres todas dizem que não gostam, mas todas gostam pouco gostam". Claro que me fode a auto estima não ter sido leiloada, aínda por cima sendo loira e de olhos verdes, duas características que me garantiram serem infalívies no mercado islâmico. Os meus amigos tentaram me consolar na primeira vez "foste sozinha, não tinham a quem oferecer". Até acreditei e por isso na última vez´ viajei com dois amigos e qual foi o meu espanto conseguir regressar depois de me passear na praça FNAA de top e mini saia. O que se anda a passar?Será que é um problema meu ou do mundo?Que os homens já não são o que eram, já sabia, resta me saber se eu sou quem penso que sou.

Tentar descobrir as razões para um camelo desdentado valer mais do que eu não está a ser fácil e acho que nunca vou saber todas. Já cheguei a três: sou independente, não tenho resistência em desertos e morta não ajudo ninguém a sobreviver. Compreendo, fiquem lá com todos os camelos para vos ajudar no deserto, a mim também só me apetece desertos de areia, não de vida.

Atotô-Ajiberô que me dê muitos oásis

Hafrodite