Camarote da Praça de Camões, 12 de Outubro de 2009
O que dizer desta praça? Como em qualquer praça as pessoas aqui encontram-se, o que a torna ser única é a estátua que a baptiza.A calçada bem portuguesa traça caravelas alusivas à sua obra épica, os Lusíadas, mas não é na calçada que O encontro. Encontro o poeta no rio que espreita no fim das ruas, essa presença omnipresente que se sente em toda a parte baixa de Lisboa. O tejo é o mistério de Lisboa e faz me lembrar o olhar de Drácula do Copola, manipulando me e fazendo me viajar para longe. De volta à caravela na calçada oiço as conversas em espanhol, italiano, bulgaro de quem passa. Fixo me no árabe, não que entenda, mas compreendo o que dois amigos falam sentados debaixo do olhar do poeta - falam de outro rio, esse rio que os desaguou aqui. Beijos e fiquem bem
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